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Uma "Breve" história sobre a Psicologia

  • Foto do escritor: Ewerton Araujo
    Ewerton Araujo
  • 17 de abr. de 2021
  • 3 min de leitura

No mundo ocidental a história do pensamento humano começou na Grécia 700 a.C. o próprio termo Psicologia vem do grego psyché que significa alma e logos que significa razão, o estudo da ¨alma¨ se concentrava na parte imaterial do ser humano como os pensamentos e os sentimentos.

Em termos filosóficos podemos delimitar ainda mais dividindo em períodos pré-socráticos que se concentravam em duas principais vertentes que ``se o mundo existe porque o homem o vê (idealista) ou se o homem vê um mundo que já existe (materialista)``. No período “socrático” Sócrates propriamente dito vai se preocupar com o limite da razão, ou seja, até onde somos capazes de sobrepor os instintos que são a base da nossa irracionalidade, abrindo um caminho para uma teorização sobre a consciência.

O discípulo de Sócrates, Platão (427-347 a.C.), iria se preocupar em estabelecer um lugar para a razão, definindo que ela se encontra na cabeça onde está a alma humana, a medula ligando-a ao corpo, criando um conceito para um mundo das ideias e da imortalidade para a alma. Seu discípulo Aristóteles (384-322 a.C.) não dissocia o corpo da alma, e estabelece a psyché como princípio ativo da vida, dividindo funções para tudo que se reproduz e se alimenta, a alma Vegetal com funções de alimentação e reprodução, os Animais com funções de percepção e movimento e o Ser Humano com os dois níveis anteriores e a função pensante.



Na Idade Média a Igreja Católica através do Cristianismo utilizava a crença como força política e econômica, pois controlava todo saber da época. Santo Agostinho inspirado em Platão também fazia uma cisão entre corpo e alma, alguns séculos a frente São Tomás de Aquino na transição do feudalismo para o capitalismo em meio a uma crise econômica e social buscou em Aristóteles a distinção entre essência e existência, o ser humano em sua essência busca a perfeição por meio de sua existência, e essa perfeição era a busca por Deus que é o único capaz de juntar essência e existência em termos de igualdade, apresentando argumentos racionais para justificar os dogmas da igreja.

Na sociedade feudal o modo de produção era voltado para a subsistência, o lugar do homem era definido a partir do seu nascimento, não havia mobilidade social, ou seja, uma sociedade estável com uma visão de universo estático, o capitalismo colocou esse mundo feudal em movimento, com necessidade de abastecer mercados internos, cresce uma nova classe social a burguesia que começa a questionar essa hierarquia social estática e o ser humano deixa de ser o centro do universo (antropocentrismo), passando a ser concebido como ser livre, ou seja, um consumidor potencial para todos os mercados.

Uma nova organização econômica e social proporciona um processo de valorização do homem, mais precisamente uma transformação na produção humana nas artes e nas ciências, ocorrendo um início da sistematização do conhecimento científico.

Superação da ideia de universo estático, o conhecimento como fruto da razão, possibilidade de desvendar a natureza pela observação rigorosa e objetiva, desenvolvendo um novo sustentáculo para uma nova ordem social e econômica, Hegel (1770-1831) que demonstrou a importância da história para compreender o ser humano, Darwin (1809-1882) enterra o antropocentrismo com sua tese evolucionista, Descartes (1596-1659) com o famoso “Penso, logo existo” inaugura a modernidade, e assim o capitalismo traz a ideia de indivíduo, cada humano é um consumidor e produtor individual, livre para vender sua força de trabalho, a ideia de um ``eu`` nasce na modernidade.





Wilhelm Wundt (1832-1926) é considerado o pai da psicologia moderna ou científica, cria na Universidade de Leipzig, na Alemanha, o primeiro laboratório para realizar experimentos na área de Psicofisiologia, desenvolve o conceito de paralelismo psicofísico, para definir quais respostas padrões um ser humano tem aplicando determinado estímulo externo. Mas é nos Estados Unidos da América que a psicologia vai se desenvolver com mais eficiência, pois, o país começava a vivenciar a vanguarda do sistema capitalista, desenvolvendo três principais vertentes para delimitar o campo de estudo da Psicologia, que eram:


1. Funcionalismo


William James (1842-1910), desenvolve a primeira sistematização genuinamente americana de conhecimentos em psicologia desenvolvida a partir de questões mais pragmáticas a respeito do homem “o que fazem os homens” e “por que o fazem”, buscava sempre a partir de um conceito de consciência e como o homem utiliza dela para adaptar-se ao meio.


2. Estruturalismo


Edward Titchener (1867-1927), se preocupava em estabelecer como o próprio nome diz com os aspectos estruturais da psicologia, o nosso sistema nervoso central e como ele afeta o processo da consciência, utilizava como Wundt o processo de introspeccionismo, conhecimentos a respeito da psicologia são eminentemente experimentais, isto é, produzidos a partir de laboratório.


3. Associacionismo


Edward L. Thorndike (1874-1949), formulava a primeira teoria sobre aprendizagem, o processo de associação de ideias, basicamente o homem para aprender algo mais complexo deveria focar em entender as ideias mais simples associadas a aquele conteúdo.






 
 
 

2 comentários


Ewerton Araujo
Ewerton Araujo
23 de abr. de 2021

Obrigado Cris, Vc é uma pessoa inteligente e a sua opinião conta bastante pra mim, vou continuar sim

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Cristhyelli Foletto
Cristhyelli Foletto
23 de abr. de 2021

Caramba, quanto conhecimento disponibilizado, ameeii. Que tu siga firme na tua caminhada e continue compartilhando informações e conhecimentos tão importantes conosco!

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